A pobreza energética em Portugal atinge uma escala que muitos ainda desconhecem. Segundo um alerta conjunto da Coopérnico, GEOTA, EAPN Portugal e Zero, com o apoio de investigadores universitários, entre 1,8 a 3 milhões de pessoas estão em situação de pobreza energética no país. Mais de 600 mil pessoas encontram-se numa situação severa, com privação energética profunda, com impacto direto na saúde, no conforto e na dignidade das famílias.

São números que obrigam a olhar de forma diferente para a forma como aquecemos, arrefecemos e alimentamos energeticamente as nossas casas.

Porque os apoios existentes não resolvem tudo

O programa E-Lar, lançado em agosto de 2025, foi pensado para ajudar famílias a substituir equipamentos a gás por soluções elétricas. É um passo importante, mas as organizações que assinam o alerta apontam limitações claras: os processos de candidatura são complicados e o programa não inclui intervenções estruturais nos edifícios, como o isolamento térmico, que é muitas vezes o fator que mais pesa na fatura de energia.

As recomendações destas organizações vão no sentido de informação mais clara e acessível, reforço do apoio local e melhor acompanhamento dos programas já existentes.

"Entre 1,8 a 3 milhões de pessoas estão em situação de pobreza energética em Portugal, mais de 600 mil numa situação severa." Alerta conjunto de Coopérnico, GEOTA, EAPN Portugal e Zero, abril de 2026.

Trocar o equipamento é só metade da solução

Um erro comum é pensar que basta trocar um aparelho antigo por um mais moderno para resolver o problema da fatura. Sem uma casa bem isolada e um sistema corretamente dimensionado para o espaço, mesmo o equipamento mais eficiente vai gastar mais do que devia para compensar as perdas de calor ou de frio.

A verdadeira poupança duradoura resulta da combinação de vários fatores a trabalhar em conjunto, e não de uma única troca isolada.

O que realmente ajuda a poupar a longo prazo

Para quem quer reduzir a fatura de energia de forma consistente, e não apenas pontual, os fatores que mais pesam são:

  • Uma bomba de calor bem dimensionada para a área e as necessidades reais da casa
  • Manutenção regular do sistema de climatização, que evita perdas de eficiência
  • Energia solar, para reduzir a dependência da rede elétrica ao longo do ano
  • Avaliação do isolamento térmico da habitação, sempre que possível

Estas medidas não resolvem sozinhas situações de pobreza energética severa, que exigem apoio social e estrutural mais amplo. Mas para quem tem alguma margem para investir na eficiência da própria casa, são o caminho mais seguro para não cair nessa situação, ou para aliviar de forma real o peso da fatura mensal, ao mesmo tempo que garante mais conforto nas ondas de calor cada vez mais frequentes.

Na Climafeira, ajudamos famílias e empresas a planear soluções de climatização e energia solar dimensionadas à medida de cada casa, pensadas para poupar a sério e não apenas trocar um problema por outro. Se quer perceber onde a sua casa está a perder energia e dinheiro, fale connosco para uma avaliação inicial.