As ondas de calor já não são um episódio raro do verão português. Estão a tornar-se mais frequentes, mais intensas e, sobretudo, mais perigosas durante a noite, precisamente quando o corpo mais precisa de arrefecer e recuperar.

Segundo um estudo do World Weather Attribution, citado pela RTP, o calor excessivo tornou-se 10 vezes mais provável durante o dia e até 100 vezes mais provável durante a noite, devido às alterações climáticas. O estudo é claro num ponto importante: as alterações climáticas não criaram as ondas de calor, mas tornaram-nas muito mais intensas e perigosas.

O calor extremo está a bater recordes em toda a Europa

A análise cobriu 854 cidades em 30 países europeus e os resultados são reveladores. 385 dessas cidades já ultrapassaram ou estão perto de ultrapassar os seus registos históricos de temperatura. No total, 45% das cidades europeias bateram ou estão prestes a superar os seus máximos históricos de stress térmico.

Portugal não está imune a esta tendência. Verões cada vez mais longos e noites tropicais, em que a temperatura não desce o suficiente para o corpo descansar, deixaram de ser exceção para se tornarem parte do calendário habitual.

Porque as noites quentes são o verdadeiro problema

Durante o dia, o corpo tem mecanismos para lidar com o calor. À noite, o organismo precisa de uma descida de temperatura para entrar em sono profundo e recuperar. Quando isso não acontece, o sono piora, a fadiga acumula-se e o risco para a saúde aumenta, principalmente em grupos mais vulneráveis.

Os grupos de maior risco identificados no estudo incluem:

  • Idosos, com menor capacidade de regulação térmica do corpo
  • Crianças, cujo organismo ainda está em desenvolvimento
  • Trabalhadores que desempenham funções ao ar livre
  • Pessoas com doenças crónicas ou outras vulnerabilidades de saúde
"O calor excessivo tornou-se 10 vezes mais provável durante o dia e até 100 vezes mais provável durante a noite." World Weather Attribution, citado pela RTP.

Um sistema de ar condicionado bem dimensionado é proteção de saúde

Nesta realidade, o ar condicionado deixa de ser um luxo de verão e passa a ser uma forma de proteger a saúde de quem vive em casa, especialmente famílias com crianças pequenas ou idosos. Um edifício sem sistema de ar condicionado ou com um sistema de ar condicionado mal dimensionado ou sem manutenção regular perde eficiência precisamente nos dias em que mais é preciso, o que pode agravar a fatura de energia sem garantir o conforto necessário.

Casas mais antigas, com menos isolamento térmico, sofrem mais com o calor acumulado ao longo do dia. Nestes casos, vale a pena conhecer os nossos serviços de climatização e avaliar se o sistema instalado ainda corresponde às necessidades reais do edifício.

O que pode fazer já

Algumas medidas simples ajudam a preparar a casa para as próximas ondas de calor:

  • Priorize o arrefecimento do quarto à noite, para garantir um sono de qualidade
  • Mantenha a manutenção do ar condicionado em dia, filtros limpos e gás verificado
  • Feche estores e cortinas durante as horas de maior calor para reduzir o ganho térmico
  • Em casas mais antigas, avalie se vale a pena reforçar a climatização de forma mais eficiente

Na Climafeira, ajudamos o cliente a escolher e a manter os sistemas de ar condicionado adequados no edifício, pensados para durar e para funcionar bem nos dias em que mais importa. Se sente que o seu sistema atual já não acompanha os verões que temos tido ou sente que necessite de um sistema de ar condicionado novo, fale connosco e avaliamos a sua situação sem compromisso.